educar

No texto anterior, expliquei sobre a importância de reconhecer que o ato de educar, ou seja, de ENSINAR e APRENDER, envolve muito (muito mesmo!) esforço, além de outras qualidades indispensáveis. Se você ainda não leu esse artigo, confira aqui.

Educar uma criança é dedicar-se a um trabalho duro, árduo e de grande responsabilidade. Sem receitas, sem manuais de instrução, sem fórmulas “milagrosas”. Mas, graças ao desenvolvimento das ciências do comportamento e do desenvolvimento infantil, já podemos criar melhores perspectivas para entender e simplificar as posturas mais adequadas e eficientes na educação dos pequenos.

 A formação de um ser em desenvolvimento é realizada a partir dos estímulos e influências que recebe em seu entorno. Sabe aquela famosa sabedora popular “filho de peixe, peixinho é”? Pois bem, ela se aplica a muitos dos comportamentos que os pequenos apresentam. Acontece que, por vezes, o adulto não percebe o reflexo que suas atitudes exercem na criança e continua agindo da mesma forma, reforçando a mesma conduta.

 Às vezes, a criança vai desobedecer, vai errar, vai testar limites, vai esquecer regras… E esses serão os momentos de construção de aprendizagem, não somente por disciplina mas, principalmente, por autorregulação.

 Quando a criança percebe que o adulto desequilibrou-se gritando (ou a agredindo), entende que os caminhos para a solução de conflitos estão pautados no medo, e isso não é nada bom a curto e a longo prazo. Primeiramente, é preciso entender que o MEDO não impede necessariamente as ações das pessoas, veja ao seu redor: as pessoas dirigem falando ao celular, mesmo com o perigo existente de uma colisão. Ou seja…

Paternidade Socioafetiva

Educação se ensina em casa

O medo não educa e gritar só despertará o medo dos pequenos e nada mais

É comum quando os pais são chamados na escola, para receberem uma queixa de comportamento sobre a criança, dizerem “Na minha frente meu filho não tem coragem de fazer isso.” O mesmo acontece em uma reunião escolar quando o professor diz “Desconheço essas ações, pois na escola seu filho não age assim.”

educar

O que isso significa?

Significa a criança demonstrando que não há APRENDIZADO FUNCIONAL sobre o que os pais tentaram ensinar. Mostra que a criança aprendeu a encontrar alternativas para fazer o que “não pode” sem ser vista por aquele que a repreendeu.

Educar os filhos em valores: um valor para cada mês do ano

Bullying, como lidar com esta situação?

As dinâmicas mais educativas levam a criança a REFLETIR, REPARAR e REAVIR as consequências de suas ações. Em linhas gerais:

Ensine-as a fazer escolhas responsabilizando-as por seus atos, assim teremos cidadãos conscientes de seus papeis transformadores no mundo.

No próximo post falaremos sobre a dinâmica educativa pautada nos “3 erres da consciência”. Deixe seus comentários, dúvidas e sugestões! Sua participação é muito bem-vinda! Até o próximo post!

educar

Texto da Psicopedagoga Bruna Fabiani

Autor

Sou Mayara Figueredo, tenho 34 anos. Mãe em tempo integral, esposa e administradora do lar!  Venha compartilhar seus momentos e experiências na maternidade comigo. Sejam bem vindos!

24 Comentários

  1. Andréa Cristina Bourscheidt Resposta

    Estou num dilema…minha filha está com 12anos prestes a completar 13…e está cada vez mais difícil me controlar…qdo vejo já estou gritando com ela…e isso me faz muito mal. Sei que não é o correto, mas ela testa até o último momento quando não controlo meu nervosismo e sei que também está nfazendo muito mal para ela…ser educada aos gritos…o que já reflete no convívio com as amizades dela… não sei mais como fazer para mudar isso em mim e me tornar uma mãe com autoridade mas sem gritos…o que faço me ajude..estou desesperada.boa noite e obrigada…

    • Mayara Figueredo Resposta

      Oi Andréa tudo bem? Seja bem vinda!
      Bom nós sempre estamos sujeitos a falhar, somos seres humanos acima de tudo. Aqui também passo por essa situação, tem hora que não tem jeito. Precisamos manter a calma, respirar, tentar acima de tudo ouvir, olhe no olho, estenda a mão. Fácil, nunca será, mas comece mudar por você, não deu certo assim, tente de outra forma. Mas acima de tudo paciência. Grande beijo, se precisar é só chamar. siga nossas redes sociais, e nos acompanhe de pertinho! 🙂

  2. com toda certeza .. eu briguei muito com meu filho mais velho.. pois era exatamente assim, na minha casa um anjo, na escola misericórdia, nao gosto nem de lembrar .. hj é diferente .. depois que minha caçulinha entrou em nossas vidas somos mais tolerantes gritamos ? sim.. somos seres humanos uma bomba que muitas das vezes por sermos falhos gritamos .. mas hj graças a Deus … tenho conhecido blogues como esse com profissionais maravilhosos que juntando as experiencias de cada um tem nos dado uma direção de como agir.. ainda somos falhos.. em relação as teimosias e birras das crianças .. mas nada que nao se possa ser moldado nao é mesmo.. bjuss no coração de tds.. e que possamos aprender ter mais sabedoria e calmaria com eles .. pois Deus nos deu para que aprendamos ser mais amorosos e pulso firmes…

    • Mayara Figueredo Resposta

      Oi Regiane, seja bem vinda! Que lindo testemunho. Precisamos muito ser fortes, e não tem jeito gritamos sim, tiro por mim. Obrigada pela visita. Grande bju.

  3. O bom de ler esses comentários é q percebo q sou normal, ou seja, são dificuldades comuns entre os pais. E se estamos lendo esse tipo de conteúdo é porque estamos cientes das nossas falhas e dificuldades, mas também, muito dispostos a mudar, ainda q seja, um pouquinho de cada vez. E vale todo o esforço. Deus fortaleça a todos os pais. Obrigada.

  4. Gilmaria Dias da Silva Resposta

    Concordo plenamente com o texto, mais confesso ,que depois de pedir várias não dar certo ,mas depois de pedir, eu mando mostrando que quem manda sou eu, mas me sinto muito por perceber que minha filha só me obedece com grito.

    • Mayara Figueredo Resposta

      Boa tarde Gilmara! Tudo bem?
      É complicado não é mesmo, mas aqui também é assim, peço, falo, falo, e só funciona no grito! Depois me arrependo. Mas precisamos trabalhar mais isso. Obrigada, pela visita! Bjus

    • Tenho muita dificuldade em educar minha filha de 4 anos. Eu falo direito e ela finge que não me entende aí acabo gritando. Mas sei que gritar não é legal e percebo que ela fica muito assustada.

  5. É verdade, depois de mandar fazer várias vezes, parece que não me escuta ,aí eu grito e me sinto muito mal

  6. Pingback: 20 nomes de meninas que serão tendência em 2019

  7. Olha, aqui é complicado! AUHahuauau! Depois da 10º vez pedindo algo, vem o berro. Mas vou estudar suas dicas pois berrar com os filhos não é a solução.

  8. Adorei o texto e concordo plenamente, mas confesso que ainda não consegui melhorar nesse sentido, isto é, ainda grito. Cada vez menos, estou melhorando, mas só sabendo doa dia-a-dia para entender como algumas vezes é difícil evitar, Depois vem o arrependimento, a conversa, mas quando acontece de gritar não acho que é porque tento dar medo, só é resultado de muito cansaço e uma sensação de estar sendo desrespeitado. Mesmo assim, ainda vou conseguir parar de fazer isso, por mais raro que aconteça hoje em dia,

    • Mayara Figueredo Resposta

      Oi Victor! é difícil mesmo e digo o mesmo por aqui o grito vem depois de muito falar e não ser respeitado! espero que tenha ajudado.
      Obrigada pela visita!

  9. Adorei a matéria e me fez refletir e rever alguns atos… Ando muito estressada e termino descontando nas meninas e logo em seguida me arrependo profundamente

    • Mayara Figueredo Resposta

      Olá Regina, sei bem o que é isso. Estou passando pelo mesmo, é tão complicado. Bjus e obrigada pela visita!

  10. Adorei o artigo! Eu tive uma época em que gritava, reproduzindo atos que meu pai fazia e eu odiava… a gente vai aprendendo e corrigindo a rota durante a jornada 🙂

    • Mayara Figueredo Resposta

      Rafa tenho aprendido muito. Porque depois que a Laura chegou houve muita mudança. Preciso me policiar.

  11. Bianca (mãe do Arthur) Resposta

    Bru, o Arthur faz coisas na escola que em casa não faz. A lição de casa aqui é uma choradeira daquelas! Os três erres entram nas lições de casa?

    Beijos linda

    • Eleonora Furtado da silva Resposta

      Boa tarde minha filha tem 1 ano e 5 meses e aquela fase dos 2 anos vem se aproximando, que quando falo não pode aí ela faz, falo não mecha nisso aí ela enche e quando quer uma coisa se não der ela chora zangada, até se joga no chão as vezes. Sei que ela tá muito pequena ainda, mas falo e chega uma hora que a gente acaba gritando, sei que não tá certo, mas depois me arrependo. Pq sei que ela não sabe nada, mas já entendi muitas coisas.

      • Mayara Figueredo Resposta

        Olá Eleonora! Seja muito bem vinda ao blog! realmente a gente acha que eles não entende, claro entendem muito bem, basta conversar. Passeei pelo mesmo com a Laura. Procure abaixar, ficar do mesmo nível que ela, olhar no olho e explicar o porque que não pode. Falamos muitos não, e isso causa um trauma a criança. É preciso orientar. Não é fácil mesmo não, por qui sempre tem uns berros também. kkkk
        Leia sobre os Terríveis dois anos, tem um post também. Grande beijo!

  12. Como usar os 3 erres? Vai me ajudar muito com minha filha tudo que li aqui.
    Eu precisava dessas palavras. Posso utilizar o texto na minha escola? Obrigada.

Deixe seu comentário

Pin It
Traduzir
error: Content is protected !!