Bullying, como lidar com esta situação?

Olá, tudo bem!

Atualmente temos visto muitos casos de violência por conta do bullyng. Resolvi então abordar este  assunto com algumas informações que poderão nos ajudar no dia-a-dia com nossos filhos.

Bullying

O que é Bullying?

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais e físicas, feitas de maneira repetitiva, por um indivíduo ou um grupo com o objetivo de agredir ou intimidar alguém. O bullying vem sendo estudado há décadas, mas o debate sobre as causas as implicações dessa prática ganhou mais relevância no Brasil nos últimos tempo.

É um problema que, em geral, de acordo com diversos psicólogos, tem origem em casa. Crianças ou jovens que são autores de bullying muitas vezes vivem famílias em que existe violência, verbal, física ou psicológica; famílias em que as coisas costumam se resolver pela força ou com algum tipo de agressão.

Em outros casos, ocorrem porque a criança ou o jovem não sabem lidar com alguma mudança repentina, ou algum fato novo que acontece em suas vidas e que as afeta mais fortemente.
Também há casos de crianças e jovens que são autores de bullying com uma reação ao fato de terem sofrido bullying em outro momento, ou como proteção pessoal: como não querem ser vítimas, passam para o lado dos agressores.

E possível, ainda, que o bullying se relacione com a própria cultura em que a criança e o jovem vivem. Eles veem violência nas ruas, agressividade, competição no mercado de trabalho; vivem numa época de muito individualismo, em que sobrevive o mais forte. Tudo isso, infelizmente, se reflete no relacionamento com outras crianças e jovens. Então surge essa prática, que é uma tentativa de se destacar, de se tornar líder pela agressão, fazendo as suas vítimas.

A melhor maneira de evitar que seu filho seja autor de bullying é manter um clima de amor, tolerância,respeito às diferenças e muito diálogo.

Como você pode saber se seu filho é vitima de bullying na escola?

Muitas vezes é difícil descobrir, porque as próprias crianças podem evitar contar, por vergonha. Elas se sentem humilhadas e guardam esse sentimento para si mesmas. Ou podem ser ameaçadas pelos autores do bullying: “se você contar, vai se ver comigo”.

Mas há alguns sinais que podem servir como alertas. Lembre que, se seu filho apresentar um ou mais destes sinais, isso não significa que seja certo que ele sofra bullying. Mas você precisa ficar atento ao observar esses comportamentos.

Atenção se seu filho:

  • Evita contar sobre como foi o dia na escola, e foge desse assunto;
  • Tem poucos amigos, ou costuma criticar os colegas da mesma turma, dizendo que não se identifica em nada com eles;
  • Passa a apresentar um desempenho escolar muito diferente do habitual;
  • Mostra tristeza ou depressão;
  • Começa a querer fugir da escola, matar aula;
  • Mostra que não gosta da escola e tem uma espécie de “síndrome do domingo”, ficando cada vez mais deprimido quando se aproxima o dia de voltar à escola.

Converse sempre com seu filho. Isso mostra o interesse que você tem pela sua vida e também ajuda a diagnosticar se há algo de errado.

Bullying

Quais são as consequências para quem sofre bullying?

A maneira como cada criança e jovem reage ao ser vítima de bullying varia bastante. Mas são comuns efeitos como:

  • Tendência ao isolamento;
  • Tristeza ou comportamento depressivo;
  • Queda do rendimento escolar;
  • Doenças psicossomáticas;
  • Traumas que podem influenciar traços de personalidade na vida adulta;
  • Em casos extremos, o bullying pode levar até ao suicídio.

Como diferenciar o que é e o que não é bullyng?

Como o bulllying virou pauta na mídia e nas escolas, existe o risco de uma banalização. Agora tudo é bullying? Uma briga no corredor, por exemplo, é bullying? Uma brincadeira inofensiva, uma gozação, é bullying?
Conflitos entre pessoas que estudam e convivem juntas podem eventual acontecer. Assim, uma discussão ou briga ocasional entre colegas não é bullying.

O bullying é uma brincadeira na qual apenas uma das partes se diverte, e a outra sofre

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O que fazer quando o problema acontece?

O que os pais devem fazer?
  1. Dar apoio e amor, pois a criança está fragilizada.
  2. Estimular o filho a conversar com um educador e, se não resolver, procurar a escola a exigir um posicionamento.
  3. Dependendo da gravidade, fazer uma denúncia ao Conselho Tutelar da sua região.
  4. Ajudar o filho a se aceitar e se valorizar do jeito que é, apesar das gozações que sofre por ter alguma característica físico
    especial (“orelhudo”, “narigão”, “baleio “pernalonga”, “branquelo”).
O que os pais não devem fazer?
  1. Estimular que seu filho revide a agressão: “Bateu em você? Bate nele também!” ou “Xingou você? Vai lá e xinga ele de algo pior!”
  2. Cancelar a matricula, aceitar que o filho  pare de estudar, ceder às pressões e se prejudicar com isso.
  3. Ceder às humilhações e procurar correção cirúrgica para as características do filho que são alvo de bullying, simplesmente para tentar evitar as gozações. Elas voltarão, porque o que importa no bullying não é tanto a característica, e sim a fraqueza do alvo.

Não estimule seu filho a revidar agressões. Isso seria educar para a violência. É melhor educar para se posicionar, ganhar autonomia e enfrentar os problemas com maturidade e equilíbrio.

Qual é o papel da escola nos casos de bullying?

A escola precisa ficar atenta a essas situações e inibir práticas desse tipo. Conversar com o aluno agressor, conscientizar sobre as implicações do que ele faz e tentar entender as causas dessa atitude. Essa responsabilidade é dos educadores. E, claro,  conversar seriamente com os pais, posicioná-los sobre o que acontece e tentar agir em conjunto para inibir essas ações.
Dinâmicas de grupo são estratégias interessantes. Algumas delas têm como objetivo fazer que o jovem se coloque no lugar daquele que sofre a agressão e, assim, levar à reflexão e à mudança. Além disso, as dinâmicas envolvem a turma toda, e assim trabalham com um terceiro ator, além do agressor e da vítima: a plateia. Afinal bullying só existe porque uma determinada plateia espectadora ( o resto da turma) permite, é cúmplice e até dá força.

Fonte: Livro Depende de Você

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Entre nesta causa você também #EuDigoNãoAoBullying

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