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Como lidar com a adolescência dos filhos

A Psicoterapia

A adolescência é uma época ótima para iniciarmos um trabalho de psicoterapia. O adolescente vive uma fase de revisão de tudo que já aprendeu até então. As estruturas de personalidade ainda não estão completamente sedimentadas e, portanto, existe muita mobilidade – no sentido de criar novas alternativas. Nesta etapa tudo pode ser modificado.

Para o sucesso da terapia, o terapeuta necessita desenvolver algumas características essenciais. Quando trabalhamos com um adolescente, navegamos pelas características peculiares da fase que ele vive. Por exemplo, a tendência à onipotência, que nada mais é do que a contraparte diante da grande impotência que sente frente à sua própria construção no mundo.

Navegamos pela rebeldia, pelas oscilações de humor, pelas contradições. Isto exige um terapeuta sabedor da realidade externa – que certamente influenciará o adolescente –; um terapeuta móvel e que o cative pelo encantamento que sente diante do delinear deste ser.

A terapia deve ter sentido para o adolescente, deve ser adequada às suas necessidades. É como uma dança, ou uma obra-de-arte, onde vamos compondo o cenário a cada instante. É necessário, então, conhecer a fase que o adolescente está vivendo, considerando as influências da época em que vive e também o tom individual que cada um dará a esta fase de transição da vida de criança para a vida adulta – não há como utilizar receitas prontas, pois cada um terá uma maneira diferente de expressar seus anseios.

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O simples fato de escrever sobre os adolescentes me enche de emoção. Os adolescentes são os novos protagonistas do nosso tempo. Eles são especiais. Assim, cada adolescente que viver uma experiência de contato verdadeiro, de estar apoiado na sua caminhada, também levará isto para sua experiência global de vida.

Adolescente perdido… pais cheios de dúvidas

Treinamento de pais

Vejo, hoje, muitos adolescentes sem saber quem são e qual é o seu lugar, buscando desesperadamente um sentido para suas vidas. É necessário olhar o adolescente com mais carinho, com mais cuidado, para que ele possa dar vazão à sua verdadeira natureza – que é transpor o que seus pais já viveram e criar um mundo melhor para ele mesmo e para todos.

Como lidar com a adolescência dos filhos

Vejo também os pais tão perdidos quanto eles. É muito comum ouvir dos pais o quanto essa fase é difícil, chata, conflituosa e tantos outros adjetivos negativos. De fato, é muito difícil para os pais entenderem e aceitarem o crescimento, a independência e a autonomia dos filhos.

Os pais geralmente dão muita atenção para os filhos pequenos. Querem o melhor para ele, desde carrinhos de bebês, berços e roupinhas, até revistas e grupos engajados para garantir a melhor infância para o filho. Geralmente buscam orientação e se tornam participantes em fóruns para saber, desde coisas corriqueiras, até atitudes do comportamento, como o choro e a birra.

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Os medos mais comuns na adolescência

Mas o tempo vai passando, as necessidades dos filhos mudam e os pais vão se distanciando e até automatizando a educação. É como se toda a carga emocional da educação fosse concentrada na fase das descobertas iniciais, que é o nascimento e os primeiros anos do filho, e todo o resto viesse de modo automático.

Quando o filho entra na adolescência os pais literalmente ficam sem saber como agir e também já não encontram mais tantas informações acessíveis de modo prático e simples, como nas fases anteriores.

Como lidar com a adolescência dos filhos

Se você é mãe ou pai de adolescente o momento de ajustar (ou começar) a educação emocional do seu filho é hoje. Eu te garanto que podemos evitar grande parte dos problemas futuros.

Porém para isso precisamos de um primeiro passo seu: uma mudança no olhar para esse seu filho adolescente. Vamos juntos nessa?

Como lidar com a adolescência dos filhos
Autor

Sou Mayara Figueredo, tenho 34 anos. Mãe em tempo integral, esposa e administradora do lar!  Venha compartilhar seus momentos e experiências na maternidade comigo. Sejam bem vindos!

3 Comentários

  1. Wilmaley Campos Fazzano Resposta

    Bom dia:
    Sou Bisavó de uma adorável, temperamental, irônica, sarcástica e debochada como todos na família, eu sou a responsável por ela.
    Tem horas que não sei o que fazer.
    Temos temperamentos iguais, se ela grita eu também grito e a última palavbra tem que ser a minha.
    Sei que não estou totalmente certa.
    Estou tentando.
    J[á passei por isto com filhos, netos e agora a Bisneta.
    Ainda não aprendi.
    Adorei a reportagem de vocês.
    Obrigada
    Wilma

    • Viviane Linhares Vale Resposta

      Olá Wilma, que prazer receber seu comentário e tê-la aqui conosco.
      Então, como você mesma disse, sua bisneta possui as mesmas características que todos da família não é? Ela cresceu tendo vocês como exemplo, e esse ensina mais que as palavras e castigos. Acho que o imprescindível é cuidar de você, se propor mudanças de comportamento e através do convívio amoroso com a sua neta conseguir alguma mudança nela também, Enquanto houver embate, vocês não terão bons resultados. Ela está no tempo da contestação, da busca de autonomia, das mudanças de humor, precisa ser acolhida com amor, limites e disciplina, esses são os três pilares para um bom desenvolvimento. Acompanhe minha página no Instagram, estamos sempre postando novidades Viviane Vale Psicologa. Obrigada por seu comentário
      Abraço carinhoso.

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